O PEC e-SUS é o prontuário que a atenção primária da maioria dos municípios brasileiros usa todos os dias — e também a fonte de tudo o que o Ministério da Saúde enxerga da sua rede. Este guia explica o que ele é, como é instalado, onde ele costuma dar problema e o que muda quando ele sai do servidor da prefeitura e vai para a nuvem.
O que é o PEC e-SUS
PEC é o Prontuário Eletrônico do Cidadão, o sistema da estratégia e-SUS APS mantido pelo Ministério da Saúde. É nele que a unidade básica agenda, faz a escuta inicial, registra o atendimento no SOAP, aplica vacina, atualiza o cadastro individual e domiciliar, pede exames e solicita OCI. O município não paga licença: o software é público.
Tudo o que a equipe registra no PEC é transmitido para a base nacional da atenção primária. É dessa base que saem os indicadores de desempenho, o acompanhamento das equipes e o cofinanciamento federal. Na prática, o que não está no PEC não existe para o Ministério — e o que está registrado errado conta errado.

PEC ou CDS?
O e-SUS APS tem duas formas de registro. No PEC, o profissional registra direto no prontuário, durante o atendimento. Na CDS (Coleta de Dados Simplificada), o atendimento é anotado em fichas e digitado depois. A CDS existe para unidades sem estrutura para o prontuário; ela não tem histórico clínico do cidadão nem agenda, e cada ficha digitada depois do atendimento é uma chance a mais de perder registro.
Como o PEC é instalado
O instalador é baixado do portal do e-SUS APS e roda num servidor do município, com banco de dados próprio. A partir daí as unidades acessam pelo navegador. Há dois desenhos comuns:
- Servidor dentro da prefeitura ou da unidade. Um computador numa sala da secretaria guarda o banco de todos os prontuários. Funciona enquanto aquele computador, a energia e o link da prefeitura funcionam.
- Servidor central acessado pela internet. Uma instalação só para a rede inteira, que cada unidade abre pelo navegador. É o modelo do "PEC na nuvem".
Nos dois casos o município é o responsável pelo servidor: instalar, manter ligado, atualizar para as versões novas que o Ministério publica e guardar cópia do banco.
Onde o PEC costuma dar problema
- Servidor que para. Queda de energia, disco cheio, computador desligado no fim de semana. Com o servidor fora, nenhuma unidade atende pelo prontuário.
- Backup que ninguém testou. O banco do PEC é o histórico clínico da cidade inteira. Perder o disco sem cópia recente é perder esse histórico.
- Versão atrasada. O Ministério publica versões novas com frequência. Ficar para trás deixa a equipe sem recursos novos e pode fazer fichas serem recusadas na transmissão.
- Lentidão. Servidor pequeno para a rede que cresceu: a fila anda devagar justamente na hora de pico da unidade.
- Ninguém olhando o que foi enviado. O PEC registra; não avisa que uma equipe está sem envio, nem que o indicador vai fechar abaixo da meta.
O dado é do município.
Onde quer que o PEC rode, o banco pertence à secretaria de saúde. Quem hospeda guarda e protege; não é dono. Antes de contratar qualquer hospedagem, pergunte como você recebe a cópia do seu banco.
O que muda com o PEC na nuvem
PEC na nuvem não é outro sistema: é o mesmo PEC oficial do Ministério, instalado num servidor em data center em vez de numa sala da prefeitura. Para quem atende, a tela é a mesma. Para quem gere, saem de cena o computador da secretaria, o nobreak e a dúvida sobre o backup — e o prontuário passa a abrir em qualquer unidade com internet.
O que a nuvem não resolve sozinha é o que vem depois do registro: saber se as equipes estão enviando, se os indicadores vão fechar, se a produção virou BPA e RAAS. É aí que o PEC precisa de alguém lendo o que ele já tem.
PEC e-SUS na nuvem com o BRSUS.
O PEC oficial em servidor Azure, com SSL e backup diário do banco listado no painel, e migração em um fim de semana. Por cima dele, a extensão BRSUS leva chamada, exames e confirmação por WhatsApp para dentro do prontuário, e o Painel BRSUS lê o que a rede registrou para mostrar indicadores por equipe e gerar BPA e RAAS.
Conheça o BRSUSLeia também: RAAS: o que é e como a produção do CAPS chega ao SIA e os exames do paciente dentro do prontuário do PEC.
Perguntas frequentes
O PEC e-SUS é pago?
Não. O software é do Ministério da Saúde e não tem licença. O custo do município está no servidor, na manutenção e em quem cuida dele.
PEC na nuvem é um sistema diferente do PEC oficial?
Não. É o mesmo PEC do Ministério, com as mesmas telas e a mesma transmissão. Muda só onde o servidor fica.
De quem é o banco de dados?
Do município. Quem hospeda guarda e protege a base; a secretaria continua dona dos prontuários.
Precisa de internet nas unidades?
Sim. Com o servidor central, cada unidade abre o PEC pelo navegador. E mesmo com servidor local, a transmissão para o Ministério depende de internet.
Quanto custa?
O investimento varia conforme o porte do município e os módulos contratados. Entre em contato e agende uma demonstração.